TENS
1
- Pode-se fazer uma aplicação de TENS em
um pós-cirúrgico?
Sim, mas antes da cirurgia deve-se levantar os níveis
adequados ao paciente com a colaboração
deste, para que no pós-operatório possa
ser realizada a aplicação antes mesmo da
consciência ser recobrada.
2
- Como ocorre o mecanismo de analgesia do TENS?
No TENS é realizado uma estimulação
cutânea de trajetos nervosos com o objetivo de saturação
dos canais aferentes de informações do sistema
nervoso central objetivando analgesia. Usando novos conceitos,
pode-se supor que a estimulação que vem
dos sistemas aferentes sensitivos, atingindo, via tratos
espino-talâmicos, principalmente núcleos
periaquedutais que sob o controle cortical e do sistema
límbico liberariam então endorfinas, as
quais produziriam alívio da dor.
3
- Estou em dúvida quanto ao uso do TENS em um membro
que apresenta celulite. O local não apresenta nenhum
tipo de fístula - não está aberto.
Porém os sinais de infecção estão
presentes (aumento de temperatura, rubor, edema).
Alguns autores contra indicam o uso de correntes em locais
infectados por uma presumível ação
sobre o metabolismo celular e ativação da
circulação sanguínea, que viria a
disseminar a infecção. Se você pretende
analgesia, talvez uma colocação de eletrodos
mais proximal evitaria estimular a área comprometida.
Deve-se também utilizar mais um par
de eletrodos ao nível da emergência das raízes
(paravertebral) do plexo que inerva a região. Sugere-se
um protocolo de estimulação de nível
supra-motor, com freqüência bem baixa, pulsos
de 300us durante 35 a 40 minutos.
CORRENTES DIADIDÂMICAS
DE BERNARD
1
- É verdade que o uso de Diadinâmicas é
excelente para tratamento de edemas? E que se deve colocar
o polo positivo na parte proximal e o polo negativo na
parte distal? Gostaria de saber se é proximal ao
corpo ou proximal ao membro?
O polo positivo deve ser colocado sobre o edema para que
haja fuga de líquidos do local e o polo negativo
afastado do edema (distal). Em um processo inflamatório
agudo quando o processo se reequilibrar e os sinais inflamatórios
não estiverem mais evidentes, pode-se trocar a
polaridade para favorecer a cicatrização
da lesão.
2
- As correntes DF e MF produzem contração
muscular?
A forma de corrente DF só produz contração
muscular quando se eleva a intensidade a limites de risco.
Ambas as formas de corrente não tem o objetivo
de produzir contração muscular.
3
- Qual é a freqüência das formas de
corrente DF e MF?
A freqüência é de 100Hz e 50 Hz respectivamente.
4
- Como devo selecionar as formas de corrente?
A seleção depende da indicação
do tratamento. Como temos cinco formas distintas de correntes,
cada uma delas tem efeitos particulares e podem ser associados
entre si, estabelecendo um efeito de estimulação
primário e outro de amortecimento secundário
sobre os sistemas sensorial e motor, assim com uma influencia
muito favorável sobre o sistema vegetativo e trófico.
Deve-se eleger a corrente do tratamento de acordo com
a patologia, pois as ações das formas de
correntes são específicas para cada tipo
de enfermidade.
5
- Como selecionar a intensidade da corrente?
Deve-se sempre atingir tanto o limiar de excitação
sensitivo-motor como o vegetativo, alterado pelo processo
patológico. A intensidade requerida para obter
os efeitos terapêuticos desejados depende do tamanho
dos eletrodos, ou seja, da área que a corrente
atravessa. Portanto não se deve usar intensidades
padronizadas pois na terapia com correntes diadinâmicas
exige-se uma boa dosificação, respeitando
o tamanho dos eletrodos e sensibilidade do paciente.
6
- Por que a aplicação de correntes Diadinâmicas
restringe-se a poucos minutos?
A utilização de correntes polarizadas se
limita a poucos minutos pois com aplicações
longas, pode-se reduzir ou suprimir os efeitos terapêuticos
(efeito de adaptação). Além do risco
de queimadura. Aconselha-se no máximo 4 minutos
para cada forma de corrente, e quando for necessário
mais do que uma forma, nunca ultrapassar 12 minutos no
total.
7
- Pode haver efeito cumulativo em Correntes Diadinâmicas
de Bernard?
Quando se realiza uma série de sessões superior
a sete aplicações consecutivas, devemos
interromper esta série por pelo menos seis dias,
para evitar o efeito de adaptação e restaurar
o tecido cutâneo que normalmente torna-se ressecado,
elevando assim a reatância capacitativa da pele,
com conseqüentes riscos de queimaduras.
CORRENTE
RUSSA
1
- Como funciona a drenagem pelo Endhopasys R? Tenho
uma paciente com edema em tornozelo bilateral por complicações
de retorno venoso. Quais são os parâmetros
e colocação de eletrodos? Podes me ajudar?
A drenagem é feita por bombeamento muscular. Coloque
o aparelho no modo DRENAGEM, com parâmetros: 4000
Hz, 10 Hz, 50%, T = 6 s PROGRAMA 2 (aquele onde a ativação
dos canis é seqüencial, um de cada vez entra
e sai) Os eletrodos são colocados da mesma forma
que para estimulação muscular, fazendo a
contração de agonistas e antagonistas na
seqüência : quadríceps, ísquios,
tibial anterior, gastrocnêmio. A ativação
é de proximal para distal.
tempo de 20 minutos, contrações leves. Adote
posição anti-gravitária para o membro
para auxiliar o retorno. Só dá para fazer
uma perna de cada vez, porque temos só quatro canais.
2
- Posso utilizar o Avatar de 3 Mhz e após colocar
estimulação Russa no mesmo local, por exemplo
no abdome? Existe algum problema ou é até
melhor para obter resultados?
Não há problema.É até melhor
fazer estimulação russa após o Ultra-som.
3
- A utilização da Corrente Russa por
10 minutos equivale a quantos abdominais?
Não existe este tipo de comparação.
No baixo abdominal, por exemplo, é difícil
fazer exercício voluntário corretamente.
Neste caso, a estimulação russa terá
muito mais efeito, com muito menos tempo. Portanto, a
corrente é muito mais efetiva do que exercícios
mal feitos porque não se consegue fazer estimulação
mal feita, desde que bem programada ela será sempre
efetiva.
4
- Qual é a diferença entre Corrente Russa
e estimulação Russa?
Nenhuma, são apenas nomes comerciais. Por definição,
corrente ou estimulação russa é a
aplicação de freqüência média(2.500
Hz) modulada em baixa freqüência (tipicamente
50 Hz, podendo variar de 5 a 100 Hz) com taxa de fase
de 50% ( podendo variar de 10 a 50%). A grande diferença
está no equipamento. A qualidade da corrente, ou
se é mesmo a corrente russa, isto sim é
que faz diferença.
5
- Existe alguma contra-indicação para o
uso do Endophasys-R ou Phydias em pessoas
obesas? E se não existe, como tornar o estímulo
mais eficaz?
Não existe contra-indicação, porém
a gordura é isolante e não permite que os
músculos sejam excitados adequa-damente. Você
pode utilizar a corrente com auxílio de contrações
isométricas voluntárias, feitas pelo paciente.
PHYDIAS
1 - Quantas vezes por semana deve ser feito o PHYDIAS?
Para se obter bons resultados o ideal é que se faça de duas a três vezes por semana, assim como uma atividade aeróbica regular.
2 - É preciso fazer atividades físicas regulares mesmo utilizando o equipamento PHYDIAS?
Com certeza, a atividade aeróbica é indispensável para gasta calórico, perda de peso, condicionamento físico entre outros benefícios.
A estimulação russa irá trabalhar principalmente as fibras brancas responsáveis pela silhueta que não mais respondem a contração voluntaria.
3 - É necessário fazer os movimentos junto com a corrente?
Sim. Esboçar os movimentos permitindo uma contração muscular isométrica proporciona um trabalho do músculo coadjuvante ao da corrente trazendo um resultado mais rápido e eficaz.
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