1
- Que tipo de Ultra Som deve ser usado: pulsado ou contínuo?
Sua escolha vai depender do tipo de resposta que se queira
selecionar. O modo contínuo eleva mais efetivamente
a temperatura do tecido. Os modos pulsados, que possuem
ciclo de trabalho de 20%, 10% ou 5% diminuem os efeitos
térmicos. Ambos, contínuo e pulsado, podem
produzir efeitos não térmicos. Os efeitos
não térmicos do Ultra Som incluem a estimulação
da regeneração dos tecidos moles e restauração
óssea, aumento do fluxo sanguíneo e mudanças
no metabolismo das células e promovem o alívio
da dor (Dyson 1985). Observa-se que o modo contínuo
aumenta a extensibilidade em estruturas ricas em colágeno,
aumento na mobilidade articular, diminuição
do espasmo e da dor, aumento do fluxo sangüíneo
e da velocidade de condução nervosa produzindo
ainda reações inflamatórias medianas
(liberações histamínicas).
2
- Como devo selecionar a intensidade mais apropriada de
Ultra Som para o tratamento?
Isto dependerá do estado do tecido (por exemplo:
contraturas, lesões profundas), o tipo e a profundidade
do tecido que se deseja alcançar, o modo de aplicação
do US (pulsado ou contínuo) e a freqüência.
Para o tratamento na fase inflamatória, os efeitos
não térmicos e pequenas dosagens podem produzir
respostas favoráveis das células; entretanto
o US em modo contínuo com intensidades maiores
que 2W/cm2 podem realmente retardar o processo de restauração
(Dyson, 1985). Para diminuir os efeitos térmicos,
US em modo pulsado com intensidades menores que 1.0 W/cm2
também poderá ser usado. Intensidades maiores
de US em modo contínuo (1.5-2.5 W/cm2) poderão
ser necessárias, quando o tecido que se deseja
atingir for de localização profunda ou ainda
quando existirem tecidos contraídos (Reid e Cummings1973,
Summer e Patrick, 1964. Quanto maior for a freqüência
de US, maior será a atenuação e a
absorção de energia em estruturas superficiais,
isto é, 1 a 2cm abaixo da superfície da
pele. A freqüência de 1 MHz deverá ser
usada para tratar tecidos localizados em profundidades
de 3 a 5 cm.
3
- Com o aumento da intensidade pode-se compensar a diminuição
do tempo de aplicação?
O aumento da intensidade não pode compensar a diminuição
do tempo de tratamento pois os efeitos produzidos pelas
duas variáveis diferem. O aumento da intensidade
pode elevar excessivamente a temperatura do tecido e portanto
não é desejado (Reid e Cummings, 1973).
4
- Quando estivermos usando o Ultra Som para introduzir
medicamentos (fonoforese), qual o tipo de Ultra Som deveremos
usar: contínuo ou pulsado?
Dyson (1985), afirma que a fonoforese torna-se mais fácil
com aplicação de efeitos não térmicos
(ondas pulsadas). Mudanças na permeabilidade dos
tecidos facilitam a penetração dos medicamentos
através da pele (Griffin e Karselis, 1982). O US
em modo contínuo ou pulsado com a mesma intensidade
média possuem essencialmente o mesmo efeito de
transporte ativo de íons através das membranas
biológicas, sobre a permeabilidade e sobre mecanismos
de difusão através das membranas (Licht,
1965). Devidos aos efeitos térmicos, ondas contínuas
induzem uma pequena reação pró-inflamação.
Se o objetivo do tratamento é diminuir a inflamação
através de aplicação de hidrocortizona,
deve-se dar preferência ao modo pulsado.
5
- Pode-se usar Ultra Som em turbilhão metálico
quando se aplica a técnica de imersão?
Não, pois a energia do US se refletirá no
metal.
6
- Qual a diferença clínica entre 1.0 e 3.0
MHz?
O U.S. de 1.0 MHz é usado em estruturas mais profundas
(músculos, tendões, bursas), pois ele é
pouco absorvido em estruturas superficiais e em tecido
adiposo. Ao contrário, 3.0 MHz deverá ser
usado em estruturas superficiais, tanto com cotovelos,
pois a energia é absorvida nos tecidos que estiverem
entre 1 e 2 cm abaixo da superfície da pele, evitando
o rebote do periósteo.
7
- Quantas aplicações de Ultra-Som podem
ser realizadas durante o tratamento?
Se não forem obtidos resultados positivos nas primeiras
aplicações, com certeza: ou o U.S. não
é indicado para o tratamento ou o aparelho não
funciona corretamente, ou está descalibrado.
8
- É contra indicado o uso de Ultra Som no músculo
peitoral maior devido a este músculo estar próximo
ao coração?
Como o U.S. possui grande dirigibilidade do feixe, pode-se
optar pelo tratamento da área usando freqüência
de 3MHz ou com intensidades baixas de 1.0 MHz. A intensidade
aplicada diminui exponencialmente com a distância
devido à absorção e distribuição
através dos diferentes tipos de tecido (ou seja,
o músculo absorve mais energia ultra-sônica
do que gordura (Dyson, 1985).
A espessura de meio-valor (D/2), ou seja, a distância
percorrida pelo feixe antes que ele seja decrescido pela
metade do seu valor original, também é uma
forma de calcular a atenuação. Se o tecido
a ser atingido está a 5cm de profundidade e estiver
usando 2.0W/cm2 a 1 Mhz de freqüência, o tecido
em questão receberá 1 W/cm2 o qual é
a metade do seu valor (Summer e Patrick, 1964). Assumindo-se
que o coração esteja a 4 cm da superfície
da pele, uma dosagem de 0.5W/cm2 poderá seguramente
ser aplicada.
9
- É seguro aplicar o Ultra Som no ligamento colateral
lateral dos joelhos em uma pessoa de 15 anos de idade?
O Ultra Som é usado na cura de danos à ligamentos,
entretanto, devido a proximidade do ligamento colateral
lateral do joelho à epífise de crescimento
do fêmur, tíbia e fíbula; o US não
deverá ser usado até que o crescimento tenha
sido completado (Griffin, 1982). Este centro de crescimento
do osso longo em particular encerra-se entre 18 e 20 anos
de idade.
10
- O que significa E.R.A?
Área de Radiação Efetiva do cabeçote,
o que significa que a área da superfície
do cabeçote pode não corresponder à
área de emissão de ondas e o calculo da
dose para ser real precisa considerar o tamanho da área
de emissão. Áreas de emissão próximas
ao tamanho do cabeçote necessitam de tempos menores
que áreas efetivas de tamanhos menores que a do
cabeçote.
11
- O que é atenuação e por que
ela ocorre?
O Ultra Som sofre alterações à medida
que atravessa um meio, o que causa atenuação
de sua intensidade durante este trajeto. Parte desta atenuação
é causada pela conversão de energia em calor
por absorção e o restante, pela reflexão
e refração do feixe.
12
- Por que os movimentos do US devem ser lentos e contínuos?
Devido a não uniformidade do feixe de Ultra Som,
o cabeçote não deve ficar parado sobre um
mesmo local. Também não deve ser movimentado
muito rápido, pois não haveria tempo do
tecido entrar em ressonância. O melhor procedimento
é o movimento circular-deslocado, numa velocidade
de 1 a 2 cm/segundo.
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- É verdade que se aplicarmos crioterapia antes
do US, a terapia será mais profunda?
Sim, pois o gelo faz com que as estruturas se comprimam,
assim tornando menor a absorção do U.S.
na superfície. O uso de calor superficial na região
provocará aumento da temperatura dos tecidos superficiais,
onde ocorrerá maior absorção do U.S.,
diminuindo, portanto a efetividade em tecidos profundos.
14
- É necessário calibrar o Ultra Som freqüentemente?
Sim, recomenda-se uma aferição a cada 6
meses ou toda vez que o cabeçote cair no chão,
apresentar trincas, ou algum tipo de ruído. Só
assim poderá ser realizada uma terapia eficaz com
doses realmente confiáveis.
15
- É verdade que o cada centímetro que afastarmos
o cabeçote, no uso subaquático, temos que
dobrar a dose?
Não, pois efeitos de atenuação do
Ultra Som no subaquático só devem ser percebidos
quando a distância entre o cabeçote o membro
atingir 11 metros.
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- É verdade que água quente atenua ainda
mais os efeitos do Ultra Som?
Não. Certos aparelhos é que mudam de potencia
com a temperatura. Os aparelhos da KLD são projetados
para manter constantes as doses programadas, dentro de
toda a faixa de temperaturas compatíveis
com qualquer tratamento subaquático..
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- Derrubei o cabeçote do ultra-som, fiz o teste
colocando água em cima do cabeçote, está
funcionando, mas gostaria de saber se mesmo assim ele
pode estar com problemas?
Primeiramente, deve se ter extremo cuidado com o manuseio
do cabeçote do ultra-som, pois este denota-se um
dispositivo delicado e em caso de queda será necessário
procurar a assistência técnica especializada,
pois este sofrerá alterações em seu
corpo físico, mesmo que não seja visíveis
a olho nu, prejudicando o funcionamento do aparelho e
comprometendo os resultados do tratamento.
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- O cabeçote do avatar 1 é a prova d´agua?
Pois é importante o uso subaquático em extremidades
do corpo como o cotovelo.
Todos os cabeçotes dos aparelhos de ultra-som da
KLD (linha AVATAR), são à prova d'água.
No cabeçote há um selo escrito IPX&,
o que indica que é à prova de imersão.
19
- Existe Avatar I de 1 e 3MHZ, Comentam que se trocar
o cabeçote, transformo o de 1MHZ em 3MHZ e vice-versa.
Isso tem fundamento?
Isto não tem nenhum fundamento, pois se o aparelho
possui cabeçote de 1 MHZ significa que o mesmo
possui cmponentes elétricos e eletrofisiológicos
para tal está para tal e vice-versa. Caso a necessidade
seja das duas freqüências, a KLD fabrica aparelhos
que possuem os dois cabeçotes. (AVATAR III E AVATAR
V)
20
- Como testar a emissão de ondas do cabeçote
do ultra-som?
Para tal é só colocar água sem gás
em cima da área de radiação e ligar
seu aparelho, se a água começar a vibrar
de forma homogênea é sinal que está
havendo a emissão de ondas. Para um teste mais
técnico e fiel é necessário levar
o equipamento para a assistência técnica
da KLD e fazer a aferição.
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